Ações da Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Roraima nas Áreas Indígenas
Palabras clave:
Roraima; Áreas Indígenas; Febre aftosaSinopsis
Localizado no extremo norte do Brasil, o Estado de Roraima, com 224.299 km² de extensão, apresenta quatro fronteiras terrestres: duas nacionais (Amazonas e Pará) e duas internacionais (Venezuela e Guiana). Aproximadamente 48% do seu território é demarcado por áreas indígenas das quais algumas estão situadas na faixa de fronteira com a Venezuela (Raposa Serra do Sol e São Marcos). A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) estabelece que o risco da ocorrência da febre aftosa na Venezuela é desconhecido. Deste modo, para proteger o rebanho brasileiro, a Agência de Defesa Agropecuária de Roraima implementa ações de controle da febre aftosa nas áreas de fronteira, atentando particularmente para a redução dos riscos da introdução do vírus no rebanho indígena ali localizado. A estratégia de vacinação nessas áreas de maior risco inclui a realização de todo o trabalho de vacinação pelo serviço oficial, bem como o cadastramento e georreferenciamento das comunidades com o registro das peculiaridades geográficas e entrevistas efetuadas com os produtores locais. As ações conjuntas do serviço de defesa agropecuária estadual e federal são realizadas para controle da movimentação animal nessas comunidades indígenas e microrregiões, onde o acesso às vezes se dá apenas pela via aérea. Atualmente, o rebanho das duas reservas indígenas corresponde a aproximadamente 35.799 cabeças, exigindo ações efetivas, principalmente em educação sanitária. O sucesso das ações é evidente, principalmente após a criação da Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Roraima (ADERR) em 2008. Desde então têm sido observadas melhorias nos dados cadastrais, aumento do índice vacinal do rebanho indígena e resposta da população local com elevação do número de notificações de suspeitas de doenças vesiculares. A efetividade das ações também tem sido demonstrada pela agilidade no atendimento pela ADERR nos casos de suspeita de doenças vesiculares, o que mantém o sistema ativado e preparado para a detecção precoce de qualquer suspeita clínica, com investigação epidemiológica
acurada e adoção de medidas específicas.
