A “DESORDEM” DA ORDEM INTERNACIONAL SOB A HEGEMONIA NORTE-AMERICANA

Autores

Patrícia Nasser de Carvalho
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Elói Martins Senhoras
Universidade Federal de Roraima (UFRR)
https://orcid.org/0000-0002-4202-3855

Sinopse

O excessivo uso da palavra “crise” pela mídia ou academia. Apontam-se inúmeros fatos que nos levam a crer que há uma “crise” da hegemonia norte-americana, ou mesmo, como alguns a chamam, crise do Centro da economia capitalista, ou mesmo crise da ordem ocidental estabelecida desde o fim da II Guerra Mundial. Neste sentido, o intuito deste trabalho é mostrar, a partir de bases histórico-teóricas, que, ao contrário do que parece ou apresentam, não há uma crise de hegemonia norte-americana, tampouco crises estruturais do Ocidente ou do sistema capitalista no início do século XXI. O que há é um “declínio relativo” dos EUA, da Europa e do Japão, todos eles atores que acumularam muito poder e riqueza desde 1945 até o início da década de 1990. Por isso, partimos do princípio que não há uma crise de hegemonia norteamericana, mas um uso excessivo da palavra “crise” que, muitas vezes, mina o seu próprio significado, em se tratando de análise do sistema internacional, e/ou uma interpretação errônea sobre uma “crise” de hegemonia, que prioriza análises conjunturais vis-à-vis análises de longa duração do tempo histórico.

Downloads

Publicado

julho 26, 2013

Séries

Licença

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.